Seris tira dúvidas da comunidade sobre bloqueadores de celular

Para manter um canal de diálogo com a população alagoana, o secretário de Ressocialização e Inclusão Social, coronel Marcos Sérgio de Freitas, recebeu nessa terça-feira (29), representantes de comunidades localizadas no entorno do sistema prisional de Maceió. Entre os assuntos abordados no encontro estava o funcionamento dos bloqueadores de celular dos presídios.

A reunião aconteceu na sede Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) e contou com a presença dos representantes dos conjuntos Denisson Menezes, Lucila Toledo, dos provedores de internet da região, da empresa responsável pelos bloqueadores e dos gestores do sistema prisional.

O presidente da Associação dos Moradores do Conjunto Denisson Menezes, Rubens Alves, ressaltou a atenção dada pela Secretaria às comunidades circunvizinhas do complexo prisional. “A reunião foi importante porque tivemos a oportunidade de ser ouvidos, esperamos que seja encontrada a melhor solução”, afirmou o presidente.

De acordo com o supervisor da Central de Monitoramento Eletrônico de Presos, tenente PM Alucham Fonseca, todas as reclamações sobre a instabilidade do sinal telefônico na região estão sendo apuradas, mas até o momento não houve comprovação de que são ocasionadas pelo uso dos bloqueadores.

“Algumas empresas que fazem parte do Núcleo Industrial Bernardo Oiticica (NIBO), localizado no sistema prisional de Maceió, queixaram-se da ausência de sinal telefônico nas fábricas. Porém, após a realização de testes pela Seris e pela empresa responsável pela instalação dos aparelhos no local, ficou constatado que o problema não tinha relação com os bloqueadores”, disse supervisor.

O secretário de Ressocialização e Inclusão Social, Cel. Marcos Sérgio de Freitas, ressaltou que a utilização dos bloqueadores é uma medida que visa garantir a segurança tanto para os presídios quanto para sociedade.

“Os aparelhos beneficiam a sociedade como um todo, pois diminui o fluxo de comunicação do preso com o mundo externo, impactando principalmente nas ruas, na área de Segurança Pública. Já estamos tomando todas as providências necessárias para avaliar a situação. Também iremos realizar outros testes na região para verificar se o problema é realmente causado pelo o uso dos bloqueadores”, frisou.

Além dos testes, a empresa responsável pelos bloqueadores foi acionada para realizar a calibração dos equipamentos.   Atualmente, a tecnologia é utilizada em quatro penitenciárias de Alagoas: Casa de Custódia da Capital; Presídio Cyridião Durval; Presídio Baldomero Cavalcanti e Presídio do Agreste.

A Secretaria orienta que, caso haja alguma reclamação, o interessado deverá procurar a Ouvidoria da Seris para que seja investigada a situação e verificada se existe relação com o uso dos bloqueadores.  A Ouvidoria está localizada na Avenida Fernandes Lima, nº 1322, no Farol. O contato também pode ser feito pelo telefone 3315-1097, ramal 2001.

Ascom – 30/01/2019

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