Gustavo Bebianno sobre comportamento de Jair Bolsonaro após eleição

Tempo de leitura: 1 min

Escrito por Marcelo Wagner
em dezembro 24, 2020

Nós precisávamos dar um corte no baralho. O Brasil, não dava para eleger o Haddad novamente… Depois de tudo que aconteceu, depois de toda
a corrupção que ficou evidenciada, que o PT implementou… O PT institucionalizou a corrupção no Brasil. Depois disso tudo, depois do fracasso econômico,
depois da gestão absurda da presidente Dilma, o Brasil elegeria novamente um petista? Depois de… Então assim, nós apostávamos e ele… Eu te digo o seguinte: o presidente era uma
pessoa humilde e eu tenho certeza que ele continua sendo nas pequenas coisas. E, de novo, eu acho que maniqueísmos… O maniqueísmo está sempre errado porque
ele não dá o diagnóstico correto. O Jair, na relação interpessoal, em casa,
com pessoas humildes, ele é uma pessoa extremamente humilde, extremamente afável, acessível. Ele tem esse perfil. Além disso, impressionava muito, muito positivamente,
as várias reuniões que nós tínhamos com empresários na época da pré-campanha e
da campanha, eu cansei de ver empresários oferecendo dinheiro, rios de dinheiro para
a campanha dele, ele nunca aceitou um centavo. Então, todo esse momento e um discurso que
ele tinha de que ele não tentaria a reeleição. Ele usaria integralmente o primeiro mandato
para fazer o que precisava ser feito, inclusive a adoção de remédios amargos, que muitas
vezes são necessários e que os políticos não tomam por conta do medo da não-reeleição. Então, como ele não tinha no radar, ou dizia
que não tinha, a pretensão de se reeleger, nós acreditávamos naquilo. Ele não estava mentindo ali. Algo mudou depois da facada e algo mudou depois
que ele chegou ao poder. Então, eu acho que na vida íntima, ele continua
sendo a mesma pessoa humilde. A arrogância está no fato de ele se considerar
um messias, ele acredita nisso, não só no nome, mas como um papel divino. Ele acredita que ele é o salvador do Brasil
e acha que todos aqueles que criticam alguma coisa estão contra o Brasil. Então, ele se coloca como se ele fosse o
Brasil. Então, a minha crítica, ela é de acordo
com os fatos, não é de acordo com o que aconteceu comigo, não é de acordo com nada
disso. É de acordo com os fatos e a gente vai observando
ao longo do tempo. As pessoas, às vezes, namoram, se casam e,
depois de um tempo de casados, vão ver que não era bem aquilo.

Poderá ver o vídeo no youtube Aqui

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